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EDUARDO DUQUE |
Eduardo Duque reside em Toronto. É colaborador do semanário "Sol Português". Mistério de sentidos... Não é d'ouro nem de prata, Sequer de barro sublinhar... É espelho da alma relata! Visão do eu e do mundo, Matéria decifrada; Retrato acarreto... Olhar que seduz minha amada! Conhecido de uns e de entes, De outros menosprezado... Me vago no meio de gentes, Rosto meu comentado! Deixo falar quem fala, Se más-línguas sussurram... O tempo chegará e se cala O teimoso, ou se casmurram! E nos derradeiros momentos da vida, Ficar assim, desfigurar... Envelhecer meu caro, não te iludas; Porque chegará meu e teu, do tempo resignar! Semanalmente, quase! De amor se ascende assim querer... Dedicar-me-ei de mim a cada frase, Expressar-me-ei sabiamente a teu saber! Não posso, nem devo calar sedento, Essa voz que me inscreve... A todos os tempos nasce invento, Será Deus a quem se deve?!... E um dia, bem sei... Que se deformará em pó e vento, Minhas palavras, espírito que dei... Cumpri dever tranquilo me ausento! |