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EDUARDO BETTENCOURT PINTO |
Eduardo Bettencourt Pinto nasceu em Angola.
Vive em Vancouver, no Canadá, desde 1983.
É autor de vasta e reconhecida obra literária:
POESIA:
Emoção; Ponta Delgada, Açores, 1978.
Razões, Ponta Delgada, Açores, 1979.
Poemas, (c/ Jorge Arrimar); Ponta Delgada, 1979.
2ª edição, Tipografia Martinho, Macau, 1993
Mão Tardia; Gaivota, SREC, Angra, Açores, 1981.
(Prémio Revelação do suplemento cultural Contexo do jornal Açoriano Oriental)
Emersos vestígios; Sete Estrelo, Mira, 1985.
2ª edição, Seixo Publishers, Pitt Meadows, Canada, 1994.
A Deusa da Chuva; Gaivota, SREC, Angra, Açores, 1991.
(Prémio Mário de Sá-Carneiro da Association Portugaise Culture et Promotion, St. Dennis, France, 1988; para o original, então intitulado "Regresso do olhar".
Menina da Água, Éter/Jornal da Cultura, Ponta Delgada, Açores, 1997.
Tango nos pátios do sul, Seixo Publishers, Pitt Meadows, Canada, 1999.
Um dia qualquer em junho, Instituto Camões, Lisboa, 2000.
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TRADUÇÃO:
Oito poemas de J. Michael Yates ; apresentação e tradução com Rosa Pinto, Sete Estrelo, Mira, 1985.
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FICÇÃO:
As Brancas Passagens do Silêncio, Signo, Ponta Delgada, 1988.
Sombra duma Rosa - contos, Edições Salamandra, Lisboa, 1998.
O príncipe dos regressos, narrativas, Edições Salamandra, Lisboa, 1999.
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ANTOLOGIA (organização):
Os Nove Rumores do Mar - Antologia da Poesia Açoriana Contemporânea, Seixo Publishers, Pitt Meadows, 1996.
2 ª edição, Instituto Camões, Colecção Insularidades, Lisboa, 1999. (esgotado)
Representado em várias publicações em Portugal, Estados Unidos, Canadá e Inglaterra.
Texto de Onésimo sobre o autor:
O e-mail como género literário
Outras Páginas:
A COR DO AMOR
ECOS DE VANCOUVER
EDUARDO BETTENCOURT PINTO
SEIXO REVIEW
ENTREVISTA
OS RUÍDOS DA PRIMAVERA
Ao chão uma farpa
de oiro chegava
um fresquíssimo
e gotejante cheiro
a perseguida luz.
2
Inebriante a fosforecência
dos frutos, a curtida
lã da brisa
deslumbrada de lumes quase
ardia a infância
de março.
3
Frutos da água afagava
olhando o verão
de relance. As vestes húmidas,
brancas de sol e vento,
rumorejando como ardentes rosas
de areia.
Chegava, passo lento, afastando
a cortina do tempo.
4
Esfregando no peito sombras
de oliveira, das mãos
caiu-lhe o apelante ruído
do mar.
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