A
Comunidade Portuguesa está cada vez mais presente nas feiras do Boul. St-Laurent.

O
s pastéis de nata, dourados e estaladiços, eram uma tentação.

P
etiscos como as bifanas e o chouriço assado já fazem parte da gastronomia típica da cidade.




D
e
chofre, espessa nuvem de fumo ergue-se-
de rijo braseiro ali ateado, por mãos corajosas, na esquina da Marie-Anne com a
St-Laurent, à beira do Parc du Portugal. E para meu regalo, levado pela brisa, o cheiro
a sardinhas assadas, estendeu os seus tentáculos pela vizinhança, trepou as paredes dos prédios,
dançou com a folhagem das árvores, misturou-se com a multidão que
deambulava por entre as bancadas da
feira, fez fremir as narinas perturbadas. Finalmente, alguém ousara desafiar as leis do medo atávico.
Finalmente, alguém ousara quebrar os grilhões invisíveis da repressão interior. Finalmente, alguém
ousara sair das catacumbas dos quintais . Finalmente, alguém ousara sonhar uma
St-Laurent onde o odor das sardinhas
assadas se misturasse harmoniosamente, por direito próprio, com os odores gastronómicos, até agora reinantes, de outras culturas e de
outros povos. Finalmente, após esporádicas incursões, ao longo dos anos, alguém
sonhara conquistar definitivamente a St-Laurent. Finalmente, a St-Laurent também é
nossa.
O que os outros dizem de nós-1
O que os outros dizem de nós-2