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MÁRIO SIMÕES |
Mário Simões reside em Toronto. CARNE VIVA E QUENTE DA SAUDADE Em meus lábios tenho ainda a linda canção de quando o meu corpo era terra e pão, e a saudade ainda era uma flor, vivendo
O meu conforto são histórias d'angústia, histórias que não sabem mais sorrir à poesia natural da beleza do nascer
O gigante poema do amor é jardim risonho onde murcha a flor, que saudosa canta, o triste auxílio do morrer!
Na paisagem que é a nossa origem, a nossa terra se torna humilde por cada lágrima chorada
A fraqueza invoca a liberdade, e a carne viva e quente da saudade, é moribundo quinhão dum mistério feito em nada! |