Lindas Imagens de Alberto Feio
Fotografia e texto: Adelaide Vilela
Desde sempre o homem teve
necessidade de se transcender buscando uma certa sublimação sobretudo no plano
moral e do espírito. Alguns procuram religiões e ideologias, porque não querem admitir
que o EGO é por vezes mais forte que amor que sentem pelo seu próprio Eu;
outros satisfazem-se quando conseguem uma elegante e gloriosa imagem física
ainda que tenham que submeter-se a grandes sacrifícios. Alberto Feio, longe da
sua pátria, procura realizar-se e alegrar o seu dia a dia conquistando o mundo
das comunicações como repórter de imagens para o cinema e a televisão.
Pudemos ver recentemente, em primeiro plano, num dos seus belíssimo trabalhos, um filme de Catherine Mullins, realizado em Africa, cujo projecto contou com a colaboração de Stephen Lewis – enviado especial das Nações Unidas.
Surgindo oportunidades, a película foi a concurso e classificou-se na categoria de melhor filme-documentário da América do Norte.
Alberto Feio disse um dia:
“Não ligo a prémios o que eu faço é por gosto pessoal e é o meu trabalho”. Mas
as imagens de Feio são mais lindas que nunca e, sem dar por ela, vão marcando a
memória de muitos dos que com ele têm trabalhado por amor às artes e às causas!
Como realizador, produtor, ou director vai criando a obra à sua própria imagem.
Alberto Feio é natural da cidade ancestral portuguesa. A paixão pela novidade,
na conquista de outros mundos, fá-lo afastar da sua Lisboa quando emigra para o
Canadá em Dezembro de 1976. Esta febre de mudança obrigou-o a abandonar o
Instituto Português de Cinema onde desempenhava o cargo de repórter de imagens
na Unidade de Produção cinematográfica de Lisboa. “Desembarquei em Montreal, há quase três
décadas, com metade da idade que tenho hoje”.
Decididamente, o número
vinte e nove trouxe-lhe sorte. Ganhou o prémio de melhor director de imagens no
concurso internacional de cinema realizado em:
“Yorkton Short Filme & Video
Festival”, em 25 de Maio de 2005.
Na primavera de 2004,
Catherine Mullins parte para Zâmbia a fim de realizar um filme-documentário
sobre os órfãos da Sida. No melhor dos momentos, Alberto Feio acaba por
oferecer à produtora excelente assistência técnica durante a duração do
“tournage”. Como repórter de imagens liderou o grupo
premiado para a nobre tarefa, a viagem à antiga Rodésia do Norte. O
projecto consistia em filmar as cenas que facilitassem a Associação “Care”,
através da qual, duas famílias, dez irmãos órfãos, menores, (dois deles bebés) deixados pelos pais, vítimas
do vírus da sida, viriam a ser
potencialmente ajudados para a sua sobrevivência.
Em virtude de se tratar da
Sida, uma doença que está a tornar-se no maior flagelo da humanidade, o filme
teve o maior relevo e importância. As crianças, deixadas ao vento e ao relento,
são as protagonistas da história que apaixonou tanto aqueles que viajaram para
lhes prestarem ajuda como a equipa de reportagem de Alberto Feio. Neste
âmbito, visto a pertinência do assunto e
a reportagem bem cuidada, de Alberto
Feio, o projecto cinematográfico sobre os órfãos da Sida foi o melhor e mereceu
honras de primeiro lugar. A estreia
está prevista, nos ecrãs do Canadá, já no próximo mês de Outubro.
Prometemos mais
informações sobre o filme – THEIR
BROTHERS' KEEPERS – antes da
estreia no cinema. Fiquem atentos. Vale a pena.