Nesta página recolheremos textos, e-mails, comunicados e outras informações culturais que os colaboradores e amigos da Satúrnia nos enviarem.
Será mais uma ponte entre a Mátria e a Diáspora
E-mail da Fonte de Letras 1 de Julho de 2008
E-mail da sandra Amaro 26 de Junho de 2008
Depois do sucesso da I Antologia de Poetas Lusófonos, com mensagens de parabéns de imensas personalidades,
com destaque para os Digníssimos Presidentes da República de Portugal e do Brasil assim como do Primeiro-ministro de Portugal, e
com apresentações em Leiria, Alcanena, Lisboa (Portugal) e Rio de Janeiro (Brasil),
tendo sido canceladas as apresentações em Zurique (Suíça) e Paris (França) devido a edição ter esgotado.
A Editora Folheto Edições & Design com a colaboração do Elos Clube de Leiria da Comunidade Lusíada e com o apoio institucional de
várias Associações, Academias e Instituições dos Países Lusófonos, entendeu lançar o regulamento para a II Antologia de
Poetas Lusófonos com o intuito de continuar a promover a Poesia e os Poetas dos Países Lusófonos. Assim como o objectivo de
promover um elo de ligação entre todos os Poetas da Língua Portuguesa, segue em anexo o regulamento e ficha de inscrição para a II Antologia de Poetas Lusófonos.
E-mail de Dalila Teles Veras 17 de Maio de 2008 Zélia Gattai
Amigos(as)
Acabei de postar um texto sobre o falecimento de Zélia Gattai no nosso blog http://blog.alpharrabio.com.br/
Agradeço sua eventual leitura.
abraço
dalila teles veras
E-mail de Fernando Venâncio 23 de Março de 2008 NOVO LIVRO
Senhores e Amigos,
Na terça-feira 1 de Abril, pelas 19.00 h, na CASA DO ALENTEJO, em Lisboa, será lançado o meu livro «ÚLTIMO MINUETE EM LISBOA», editado pela Assírio & Alvim, e apresentado por Francisco José Viegas.
Na mesma ocasião, será feita a apresentação de «BILHETES DE COLARES», de José Cutileiro, livro que organizei para a mesma editora, e de que falará Henrique Granadeiro.
A vossa presença será um prazer.
Fernando Venâncio
Europese Studies
Universiteit van Amsterdam
CONVITE
A Livraria Fonte de Letras tem
o imenso prazer de convidar
para o lançamento do
livro
“LAVAGANTE
encontro desabitado”
de José Cardoso Pires.
Esta obra inédita será
apresentada pela Profª Maria Lúcia Lepecki,
Ana Cardoso Pires e Nelson
de Matos (editor).
Será ainda inaugurada uma exposição alusiva ao escritor,
que inclui reproduções
de textos originais
e fotografias de João Cutileiro.
A iniciativa realiza-se
no dia 29 de Março, às 21,30h.
Livraria
Fonte de Letras ? Rua das Flores, 10/12 7050-186 Montemor-o-Novo
O Alpharrabio está em festa (completamentos no próximo
dia 21.02, 16 anos) e a programação de aniversário aí está. .
O mote central da programação para
este ano foi dado pela exposição que abrirá no dia 21, ou seja, a poesia.
Poesia em forma de lançamentos de livros, debates, leituras, exposições,
sempre com nomes representativos da área, enfim... Sem deixar de
"rechear" a programação com outras iguarias igualmente saborosas.
Peço-lhe uma atenção especial,
afinal, são 16 anos de atividades ininterruptas (que já somam quase mil -
algo completamente inédito na região), abrangendo todos os ramos da expressão
artística e do pensamento, que já fizeram desta casa de cultura uma referência
regional.
Antecipados agradecimentos e, se puder, apareça.
Até lá.
Em comemoração aos seus 16 anos a Livraria Alpharrabio
começa a festa no dia 21 de fevereiro (quinta-feira) de 2008, às 18h30
com a exposição Poetas Portugueses e Brasileiros (16 Poetas + Pessoa +
Drummond) desenhos de Constança Lucas.
21 de fevereiro
(quinta-feira), às 18h30
POETAS PORTUGUESES E BRASILEIROS
desenhos de Constança Lucas
“Com estes retratos revisitei alguns dos poetas cujos poemas me tocam
profundamente. Tenho em mim a descoberta de cada um deles, pelas suas palavras,
pelas vivências singulares na construção do meu mundo, pela partilha das
contradições, pelos encontros e acordos entre as pequenas e grandes coisas do
dia a dia. No entrar em mim mesma e perder-me infinitamente, no saber-me
solitária e solidária. Da aproximação, da empatia poética nasceram estes
desenhos.” Constança Lucas 2008
Leitura de poemas dos poetas retratados pelos poetas convidados: Tarso de
Melo, Milton Andrade, Dalila Teles Veras, Kleber Mantovani, Deise Assumpção,
Jurema Barreto de Souza, Zhô Bertholini, Cláudio Feldman e Wagner Calmon
Constança Maria
Lima de Almeida Lucas, nasceu em Coimbra, Portugal, em 1960.
Vive e trabalha em São Paulo,
Brasil. Artista visual, ilustradora e poeta. Licenciada em Artes Plásticas pela
FAAP e Mestre em Poéticas Visuais pela ECA – USP. Participa de exposições desde
1982.
Poetas Portugueses e Brasileiros (16 Poetas + Pessoa +
Drummond) desenhos de Constança Lucas
Abertura às 18h30 do dia 21 de
fevereiro (quinta-feira) de 2008.
(desenhos digitais - formato: 18 cm x 14,5 cm impressão a jato de tinta
sobre papel fabriano - São Paulo / 2008)
E-mail de João de Mancelos 5 de Janeiro de 2008 ESCRITA CRIATIVA
Caros Amigos,
acabei de criar um novo sítio exclusivamente dedicado à Escrita Criativa, com vários ensaios sobre o que é a EC, como elaborar parágrafos iniciais, o papel do escritor regional, etc. Incluí ainda uma série de ligações para páginas e blogues interessantes (a completar com o tempo). A página intitula-se " Palavra Criativa" e pode ser acedida em:
http://palavracriativa.googlepages.com/
(não tem www).
Tenciono actualizá-la de cada vez que publicar algo sobre o assunto.
Um abraço,
J.
--
João Braamcamp de Mancelos
Homepage: http://mancelos.googlepages.com
E-mail: mancelos@gmail.com
Cell phone: +351.963.148.366
Address: Apartado 977, 3801-301 Aveiro, Portugal
"Labor vincit aerumnas"
E-mail de Deana Barroqueiro 12 de Novembro de 2007 UMA HISTÓRIA MARAVILHOSA
Caro Amigo Manuel
A leitura do meu romance D. Sebastião e o
Vidente (antes de ter recebido o Prémio Especial do Júri da Máxima) deu
origem a um evento espantoso que talvez tenha interesse em divulgar, sobretudo
se existirem muitos leitores com raizes na zona de Almeirim.
Nos finais de Setembro recebi um e-mail de
um leitor de Almeirim que se tem batido, no seu povoado Paço dos
Negros, pela conservação dos restos de um monumento, exactamente o
Paço dos Negros que dá o nome à terra e que as autarquias têm
desleixado e se encontra em ruínas.
Assim, ao ler que eu punha a intriga do romance no
monumento que ele andava há anos a tentar preservar e restaurar e conhecendo o
sucesso do livro, Aquilino Fidalgo (assim se chama o leitor) ficou tão
emocionado por o "seu paço" ser dado a conhecer a tanta gente no país, que
me convidou a apresentar o romanceem Paço dos Negros.
Claro que acedi, não só encantada, como emocionada
também por a minha obra ter causado tal efeito. Porém, o evento organizado por
um grupo de pessoas e instituições do Concelho de Almeirim ultrapassou todas as
expectativas e teve repercussões espantosas e teve lugar durante todo o dia 13
de Outubro
Participaram o Rancho Folclórico de Paço dos Negros
(em cuja sede apresentei o livro e que terminou com cantos e danças
palacianas), o Rotary Club de Almeirim (que fazia o percurso de D.
Sebastião pelas terras da Ribeira de Muge), a Quinta do Casal Branco da Família
Vasconcellos (a coutada de caça preferida de D. Sebastião, agora com as
coudelarias do Cavalo Lusitano e vinhos de exportação), a Confraria Gastronómica
de Almeirim (que recriou a antiga receita do Bolo Finto para a recepção na
Quinta do Casal Branco) e o Convento da Serra (onde D. Sebastião se
refugiava durante as suas crises de melancolia), com a colaboração da Câmara
Municipal de Almeirim e Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim.
Foi uma coisa espantosa, pois, para meu
grande orgulho, esse evento fez com que os promotores conseguissem verbas para
recuperarem a capela de Paço dos Negros!
Caso esteja interessado no começo da história vão
aí os 2 primeiros e-mails de contacto, além das fotos do portal do Paço dos
Negros e da sua capela, onde tinha feito uma exposição de gravuras da época e de
D. Sebastião.
Sou natural de uma pequena
aldeia do concelho de Almeirim, no sopé Sul da Serra com o mesmo nome e na
margem direita de Ribeira de Muge (Mugem).
Nesta pequena aldeia existe a
ruína de um pequeno Paço, que em tempos idos foi palco de utilização nobre. Este
paço que tem resistido às agruras do tempo, não está resistindo ao vil ataque
dos ignorantes e daqueles que embora legitimamente eleitos, primam por o
amputar, pilhar, aniquilar ao ínfimo da sua importância em prol de outros
interesses políticos e imobiliários. Sabemos que este paço era pequeno e
singelo, sabemos também que era confortável e luxuoso. Não terá, certamente,
importância a nível nacional, no entanto a nível local e municipal é de extrema
importância, pois é o último testemunho físico de toda a importância histórica
do concelho de Almeirim. Este paço a que me refiro e pelo qual alguns se
interessam e empenham é o Paço Real da Ribeira de Muge – Paço dos
Negros.
Este Paço e o desenvolvimento
social que em torno dele se estabeleceu, permitiu o aumento lento do aglomerado
populacional, hoje com cercas de 1300 habitastes e que responde pelo nome de
Paço dos Negros. É pelo imenso amor e respeito que tenho pela minha terra natal
que intercedo, mais do que os meus parcos conhecimentos históricos permitiriam,
no sentido de a engrandecer e desenvolver
sustentadamente.
Estou lendo o seu livro, " D.
Sebastião e o Vidente". Estou adorando a leitura que me proporciona. Confesso
que logo na página 106 quando se refere ao Paço dos Negros, me arrepiei! Pensei:
Será que é o meu Paço dos Negros?
Na página 117 quando o refere
novamente e descreve a sua construção, fiquei de lágrimas, as dúvidas estavam
esclarecidas. Pelo que vou lendo, tantos, embora talvez não conheçam a aldeia
sabem da história de Paço dos negros, será possível que autarcas e naturais que
conhecem a sua aldeia e até conhecem um pouco da história não façam tudo o que
está ao seu alcance para a preservar?!!
Já me alonguei demais e
certamente ocupei desnecessária mente demasiado do seu precioso
tempo.
Gostaria de, juntamente com o
Rancho Folclórico de Paço dos Negros, O Rotary Club de Almeirim e com a
colaboração da Câmara Municipal de Almeirim e Junta de Freguesia de Fazendas de
Almeirim, a convidar a fazer uma apresentação do seu Livro, no Paço dos Negros –
Almeirim.
Só uma mensagem como a sua me arrancaria, neste
momento, dos livros de história onde estou "enfronhada" para a escrita do
meu novo romance! Compreendo perfeitamente e partilho da sua dor pelo desprezo
dos nossos políticos e infelizmente também da generalidade dos portugueses pela
nossa história, língua, cultura, deixando arruinar ou até destruindo um
património tão rico como o nosso. Talvez por isso eu tenha optado por escrever
romance histórico, no seguimento do meu trabalho como professora de Língua e
Literatura Portuguesa, fazendo escrita criativa de conto histórico com os meus
alunos para lhes incutir essa minha paixão.
Tive realmente muita dificuldade em encontrar
menções actuais ao Paço dos Negros e tudo o que encontrei foi nas crónicas
coevas (que são sempre o ponto de partida e a base da minha escrita, porque
quero dar ao leitor as vivências do tempo em que se passa a acção e
vivem as personagens. Como apenas uma única vez obtive resposta de uma
autarquia, das inúmeras tentativas para conseguir informação (apenas informação,
não apoios ou dinheiro!) já nem tentei contactar a autarquia de
Almeirim (se calhar injustamente!) e tentei imaginar esse lugar e esse Paço que
me fascinava, a ponto de lá encenar um episódio fulcral do romance.
É que mal conheço Almeirim, apenas um restaurante
de "sopa de pedra", a caminho da aldeia do meu marido, em Castelo Branco! Mas,
só pela alegria que lhe dei, valeu a pena ter escrito este romance! De
facto o senhor está vingado da indiferença dos seus conterrâneos, pois, segundo
o que me diz a editora, o romance foi best-seller e vendeu cerca de 10.000
exemplares! Em Portugal e no estrangeiro esses milhares de leitores conhecerão o
"seu" Paço dos Negros", tal como conhecerão Pedrógão Grande (onde estive há
pouco a fazer um lançamento na Câmara, no dia do Município e dia dos meus anos!)
de que, não sendo pelo romance, se calhar nunca ouviriam falar. Esse é para
mim, não só como escritora mas também como professora que nunca deixarei de ser,
o melhor contributo que um autor pode dar ao seu país e aos seus
leitores.
Claro que irei com o maior prazer a Almeirim e me
sentirei muito emocionada em conhecer as ruínas desse, para mim, mágico
lugar.
Como gosto muito de falar com os leitores,
sobretudo deste livro, mas também de outros assuntos, costumo prender as pessoas
com a minha conversa, inclusive os jovens que são uma assistência mais difícil
(vou muito a escolas falar para os alunos).
Terei de enviar o seu e-mail ao Dr. Rui
Couceiro, da Porto Editora, que se ocupa dessas minhas
actividades de conferências e lançamentos, mas dou-lhe já os dados de que vai
precisar também para combinar a minha ida aí, pois a editora prefere
tratar directamente com as entidades que me convidam, para envio de
cartazes ou livros.
Fico ao seu dispor, com muita simpatia
Deana Barroqueiro
________________________________________________________________________ Conheça
a nova página de Deana Barroqueiro em: http://deanabarroqueiro.blogspot.com
E-mail de Deana Barroqueiro 13 de Setembro de 2007
Caríssimo Manuel
Presumo que a Porto Editora lhe tenha enviado a
notícia, mas quero dizer-lhe pessoalmente que estou muito feliz por ter ganho o
Prémio Máxima de Literatura
2007 – Prémio Especial do Júri.
De qualquer modo, no caso de poder ter falhado a
comunicação da Porto Editora, eu vou enviar-lhe a newsletter
também.
Tenho uma nova Página/Blog porque o server da
anterior desapareceu. É http://deanabarroqueiro.blogspot.com.
Agradecia que substituisse o antigo. Este anda está em construção, mas não
tardará a ter o endereço do Satúrnia.
Um grande abraço para si
Deana Barroqueiro
________________________________________________________________________ Conheça
a nova página de Deana Barroqueiro em: http://deanabarroqueiro.blogspot.com
E-mail de Dalila Teles Veras 1 de Setembro de 2007
Olá,
Caro amigo Manuel,
Adorei
ouvir o mar (de Lisboa?). Lá estive há 2 meses e foi realmente um mergulho nas
raízes (novamente). A Satúrnia está cada vez melhor. Parabéns. Suas
crônicas/contos, tão portuguesas (invejo-o, pois tropicalizei-me, sou apenas
uma escritora brasileira que nasceu em Portugal, não escrevo como uma
portuguesa. Paciência...
Acabo
de receber este texto sobre a nossa Livraria saído no Diário do Açores. Quem
sabe possa constar da sua sessão "Pontes", tão sugestiva para as
coisas da Diáspora.
Se
puder, faça uma visitinha ao nosso blog (em maio e junho fiz uma série de
crônicas sobre a viagem a Portugal): http://blog.alpharrabio.com.br/
Forte
abraço “ALPHARRÁBIO”
- Sinónimo de Cultura
Opinião
João Alves das Neves
09/08/2007 09:08:9
A publicação do volume Alpharrábio 12 anos – uma história em curso
merece a atenção dos estudiosos das questões culturais do Brasil, de Portugal e
até de Cabo Verde, Guiné (Bissau), São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e
Timor, assim como das reminiscências lusíadas de Goa-Damão-Diu, de Macau e de
outros lugares que ainda guardam certa influência dos nossos ancestrais,
lembrança que nada tem de colonialismo.
Na realidade, o Alpharrábio que nos importa nasceu como livraria de obras que
são, em geral, de relativo valor material, porque este núcleo "sui
generis" se foi ampliando e se transformou num verdadeiro círculo
cultural, com reuniões de estudo e debates, com uma parede de artes plásticas,
além de prestigiar a música, o teatro, o cinema e de promover outras
realizações artísticas. O Brasil era a fonte inspiradora , mas não tardou a
surgir a raiz portuguesa e, logo depois, aquele sentido universalista que
caracteriza o espírito camoniano..
O projecto movimentou-se e pode ter ido além da ideia inicial de Dalila Teles
Veras, poeta de estirpe rara, desenvolvendo-se com o apoio essencial de
Valdecírio, das três Filhas de ambos e de outros familiares. O pequeno grupo de
intelectuais e artistas de Santo André da Borda do Campo – que terá sido a
primeira povoação luso-índia do Brasil, graças ao vouzelense João Ramalho –
foi-se alargando, a livraria virou mais do que era, conforme documentam as
manifestações promovidas nos 12 anos da inusitada "história em
curso".
Na fase inicial desta frutuosa dúzia de anos, foram promovidas 524
manifestações (média de uma por semana) - esclarece Dalila -, envolvendo 552
participantes das mais diversas áreas de expressão artística e do pensamento
criativo, político e filosófico, ao mesmo tempo que foram lançados 56 títulos
com a chancela de Alpharrábio, assinados por 51 autores, devendo acrescentar-se
o lançamento de 31 edições de um "Boletim Informativo", 8 números dos
Abecês culturais e 1 edição de Em Movimento para debate de ideias, etc.
Para quem não conhece Santo André explica-se que a cidade tem quase 1 milhão de
habitantes e faz parte do chamado ABCD (além de Santo André, São Bernardo, São
Caetano, Diadema), ao qual se juntam outros municípios circunvizinhos da grande
metrópole que é a cidade de São Paulo. O todo populacional reunirá hoje cerca
de 4 milhões de pessoas.
O volume Alpharrábio 12 anos soma 340 páginas e é mais do que um roteiro das
actividades do dia a dia. Inclui palestras, discussões, notas dos eventos não
apenas sobre a região do ABCD, mas também do Brasil, Portugal e do Mundo, nos
mais variados sectores, com relevo para a Literatura. E isto garante a menção
aos escritores famosos e aos muitos outros que estão chegando às Letras e às
múltiplas Artes, quer se trate do passado, quer do presente.
Não obstante, os intelectuais e artistas portugueses despertam o interesse do
círculo "alpharrabiano", conforme ilustram as obras (por ordem) de
Bocage, Cesário Verde, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa (com 17
"entradas"), Gil Vicente, Camões (10 destaques), Mário de
Sá-Carneiro, Padre António Vieira, Florbela Espanca, Sá de Miranda e outros. E
no caso da "parede" anotam-se as mostras dos pintores, desenhadores,
gravadores e aguarelistas portugueses Constança Lucas, Fernando Durão, Maria
dos Anjos, Monsenhor Augusto Nunes Pereira e Nuno Mata.
O historiador Jaime Cortesão é necessariamente citado, assim como o ensaísta
Joaquim de Montezuma de Carvalho, o escritor José Saramago, Fernando Paixão
(poeta e ensaísta luso que vive em São Paulo), Cremilda Medina (professora e
ensaísta) e João Barcelos (poeta e ficcionista). As 17 menções a Fernando
Pessoa reflectem a admiração dos leitores e estudiosos brasileiros, mas Luís de
Camões é figura indispensável para os conhecedores das Letras. Paradoxalmente,
Camilo Castelo Branco foi omitido, embora se recorde que ele foi o escritor
mais lido no Brasil antes da chegada de Eça. E o autor desta recensão é
apontado 5 vezes.
Total: as intervenções dos autores portugueses, no projecto já cumprido pelo
centro cultural de Alpharrábio, juntaram 5 artistas plásticos, 5 ensaístas, 1
historiador e 8 poetas, numa clara demonstração de que a Literatura , a Pintura
e a História de Portugal ainda sobrevivem no Brasil por obra e graça muito mais
da Diáspora Portuguesa no Brasil do que das instituições oficiais.
Antes de concluir, falta sublinhar o principal: a criadora de Alpharrábio é a
escritora portuguesa Dalila Teles Veras, autora de mais de uma dezena de livros
de poesia e de ensaio, nasceu na Ilha da Madeira, mas vive desde a juventude no
Brasil.
Caros Amigos
Convido-vos a ver o artigo publicado em http://murta.blogs.sapo.pt sobre o vosso site
Um abraço
José Murta Lourenço
Sexta-feira, 25 de Maio de 2007
CANADÁ: EMIGRANTES, BENFICA E CULTURA
Eu confesso que sou Benfiquista. De alma e coração. Desde sempre. Sou tão Benfiquista que quando o Glorioso não ganha eu perco o ânimo para trabalhar aos fins-de-semana e às segundas-feiras ninguém me consegue aturar. Vi, como seria de esperar, os jogos do Benfica na digressão pelo Canadá. Para além do jogo foi outra a razão que me fez ficar com pele de galinha: os emigrantes cantando em coro o Hino Nacional. Fantástico. E dou comigo a pensar: o Benfica foi neste caso o agente que levou as raízes até perto, muito perto, do coração de, sei lá, quantas gerações de emigrantes no Canadá.
Contudo não é apenas o futebol que cimenta os laços com a terra de origem entre quem está fisicamente longe e de alma tão perto.
Vem isto a propósito da apresentação de um site que há muito se dedica á divulgação da cultura portuguesa no Canadá. E como tive a honra de ser "Escritor convidado" em 2004 insiro, para quem quiser consultar a página então publicada. Nela se encontram alguns dos livros do autor, com excertos, e até referências, com textos, a obras inéditas. Um link permite ir directamente para o site actualizado.
FNAC COLOMBO - LISBOA
29 de Maio, Terça-feira, 18:30:
Lançamento do livro A Mulher que Prendeu a Chuva, de Teolinda Gersão.
" A Mulher Que Prendeu a Chuva"
reúne 14 contos que partem da vida quotidiana mas que se abrem,
insensivelmente, a outros mundos - oníricos, fantásticos, terríveis ou absurdos
- que nem por isso deixam de nos pertencer e de ser o lugar onde habitamos.
E-mail de Manuel Maria
Prezados amigos:
(...)Comunico que é já na próxima semana, no dia 1 de Junho (sexta-feira),
pelas 21h.30, no Auditório Municipal de Gondomar, que é tornado público o meu
novo romance, CONTAS DE UM OUTRO ROSÁRIO. A apresentação estará a cargo do dr.
Vítor Oliveira, mestre em Teoria do Texto.
Conto com a presença de todos e peço-vos que façais também vosso o slogan do
nosso saudoso Zeca Afonso:
Traz outro amigo também.
Abraço.
Manuel Maria
Aceitam-se propostas de participação para
o 6º Colóquio Anual da Lusofonia (o 6º Colóquio Anual da Lusofonia tem a sua
página actualizada com actividades paralelas incluindo já concertos, peça de
teatro, mostra de artesanato e de livros, etc. Terá lugar como habitualmente no
Anfiteatro do Centro Cultural de Bragança, na Praça da Sé, dias 3 a 5 de Outubro
de 2007.
prazos: . INSCRIÇÕES - DATAS LIMITES 2.1. Data limite de
envio de propostas de trabalho a apresentar 15 Julho 2007 2.2. Comunicação de
aceitação de oradores: 31 Julho 2007 2.3. Data limite de recepção
de trabalhos finais prontos para publicação 31 Agosto 2007
2. PAGAMENTO: 1.1. ORADORES COM COMUNICAÇÃO, até 15 Julho €
40.00 1.2. ORADORES COM COMUNICAÇÃO, após 15 de Julho € 60.00 1.3.
PRESENCIAIS MADRUGADORES (Participantes sem comunicação com direito a
certificado presencial) Pagamento até 27 Setembro 07 € 20.00 1.4.
PRESENCIAIS RETARDATÁRIOS (Participantes sem comunicação) Pagamento após 27
Setembro 07 € 30.00 1.5. Estudantes IPB (com cartão/documento
comprovativo) € 5.00
6º Colóquio Anual da Lusofonia, 3-5 Outubro
2007 O Presidente da Comissão Executiva J. CHRYS CHRYSTELLO ACL Mentor,
University of Brighton, UK. (information Technology Research Institute
) Reviewer Helsinki University, Finland (Translation Studies Department
Publications) Telefone: (351) 296 446940 Telemóvel: (+ 351) 91 9287816 /
91 6755675 E-fax (E-mail fax): + (00) 1 630 563 1902 E-mail: lusofonia@sapo.pt / coloquiolusofonia@gmail.com Página da internet: http://LUSOFONIA2007.com.sapo.pt Local
do colóquio: CENTRO CULTURAL MUNICIPAL (Anfiteatro) Praça da
Sé
E-mail de António Manuel Venda 7 de Maio de 2007
Caríssimos
Chega
hoje às livrarias o meu novo romance, «O que Entra nos Livros» - Edição AMBAR,
200 pp. Coloquei uma sinopse e as primeiras três páginas no meu blog
«Floresta do Sul» - http://www.floresta-do-sul.blogspot.com/.
AMV
E-mail de João de Mancelos 29 de Março de 2007
No Dia Mundial da Juventude
Aprende os laços deste amor por desatar,
a ternura heróica,
o pequeno milagre dos teus olhos,
sempre inocentes da derrota.
Aprende as casas do futuro,
há no tempo tempo
para o mundo em fuga -
a frágil esperança que te há-de saber esperar.
Não imites os tiranos, nem os escravos,
sonha pontes, ama
- mesmo com mãos feridas.
Traz-me a música longínqua, planetária, do
amanhã,
o sonho onde poisarei o rosto,
o crepúsculo brando do meu dia.
E acima de todas as pátrias, mitos,
cores e destinos,
aprende a colar a palma da tua mão
ao rosto de cada mundo libertado.
João de Mancelos, O Labor das Marés.
Aveiro: Estante Editora, 1994. Pág. 66.
E-mail de António Manuel Venda 28 de Março fr 2007
Caríssimos
Além
do blog «Floresta do Sul», escrevo agora também no blog «Mundo RH». Podem ver
os endereços abaixo.
É com muito gosto que lhe endereçamos este
convite para assistir à apresentação do livro D. Sebastião e o Vidente, da autoria de Deana Barroqueiro, que se realizará na próxima sexta-feira, pelas 21:30, no Fórum FNAC do
Centro Comercial Colombo, em Lisboa.
Após o extraordinário lançamento realizado
no passado dia 3 de Novembro, no Mosteiro dos Jerónimos,
Deana Barroqueiro responde às solicitações de inúmeros leitores,
proporcionando-se uma oportunidade para falar sobre um livro que constitui um
ponto de viragem na carreira da escritora.
D. Sebastião e o Vidente é um romance histórico de grande fôlego
e inspiração que se desenvolve sob o signo de uma profecia de desventura.
El-Rei D. Sebastião e o leal fidalgote Miguel Leitão de Andrada,
cujos destinos se entrelaçam desde o nascimento até ao desastre de Alcácer-Quibir, são as personagens principais desta
história marcada por uma secreta e perigosa intriga palaciana. Condimentado
pela exuberante imaginação de Deana Barroqueiro, D. Sebastião e o Vidente foi construído a partir de uma rigorosa investigação de documentos
históricos, o que acabou por influenciar também a definição da sua estrutura –
de modelo seiscentista, dividida em quatro partes e com 150 capítulos curtos.
Agradecemos a atenção e esperamos que nos honre com a sua presença.