Para a construção da cidade necessária






tu que acreditas que a bruma vai rasgar-se em dia aberto tu que acreditas que o vento vai quebrar-se em mar de calma
porque te ficas sentado à janela da quimera porque não vens para a rua provocar a primavera

vem vem desenhar o futuro na morte deste presente vem vem mostrar a madrugada e vem dá-la a toda a gente




































tu
que adivinhas 
que as nuvens
vão desfazer-se em azul
tu 
que adivinhas
que a noite
vai resolver-se em luar

porque te deixas dormir na cama da tradição porque não fazes do sonho o grito duma canção
vem vem transformar o amor até hoje inexistente vem vem construir a cidade e vem dá-la a toda a gente.